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13/05/10

ANDOR LILIENTHAL - 8 DE MAIO DE 2010


Andor Lilienthal

O último dos primeiros Grandes-mestres, faleceu Sábado passado, dia 8 de Maio de 2010, 3 dias depois do seu 99º aniversário.
Andor Liliennthal, conheceu pessoalmente todos os Campeões do Mundo de xadrez à excepção do primeiro, William Steinitz.
Chegou a ser anfitrião e amigo pessoal do maior de todos eles - "Bobby" Fischer.
Aos 58 anos de idade publicou a sua auto-biografia sem suspeitar que meia vida ainda ia ter por diante.
De origem russa nasceu em Moscovo, no entanto, a sua familia cedo se mudou para Budapeste, onde o anti-semitismo soviético era menos agressivo.
Ali, aprendeu a jogar xadrez em idade tardia, aos 16 anos, conseguindo ainda assim recuperar o tempo perdido em passos de gigante.
A sua paixão, aliada do seu talento natural para o jogo do xadrez, levaram-no em tenra idade ao Café de la Regence de Paris, onde derrotou com surpresa o então Campeão do Mundo Alexander Alekhine numa série de partidas rápidas.
Provavelmente, o xadrez salvou a vida a Lilienthal, pelo menos numa ocasião;
graças a uma estrondosa victória sobre o lendário Raul Capablanca, foi convidado a participar no Torneio de Moscovo de 1935.
Desta forma, o destino se encarregou de afastar o heroi desta história real da cidade de Budapeste na altura da ocupação nazi.
Após, os anos turbulentos da Segunda Guerra Mundial, a Federação Internacional de Xadrez criou o titulo oficial de Grande-mestre.
Lilienthal, foi um dos primeiros 27 eleitos a recebe-lo.
Em 1992, quando "Bobby" Fischer reapareceu na Jugoslávia para a reedição do match de 1972 contra Boris Spassky, Lilienthal era somente mais um admirador presente que não queria perder o acontecimento.
Quando Fischer o viu sentado entre os assistentes à sua primeira conferência de imprensa gritou-lhe "e5xf6!!".
A referência era feita em tributo a uma das partidas mais famosas de todos os tempos e onde Lilienthal se impôs a Capablanca num poderoso sacrificio de dama.
Foi assim o começo da amizade entre estes dois homens e quando Fischer desapareceu de novo, procurou refugio na casa de Lilienthal.
Por duas vezes viuvo, a sua terceira mulher, trinta anos mais nova, costumava brincar com a diferença de idades dizendo ser demasiado velha para ele!
Já cumprindos 95 anos, Lilenthal seguia fazendo o que lhe apetecia e lhe dava prazer;
fumava, nadava assiduamente, viajava com frequência e como é obvio jogava xadrez.
A quem ficava admirado com a sua longevidade e boa memória respondia sempre o mesmo:
"O xadrez ajuda-me a manter a lucidez".
Andor Lilienthal, Grande-mestre de xadrez, nascido a 5 de Maio de 1911 e falecido em Budapeste a 8 de Maio de 2010.
As poucas linhas que escrevo são um convite à vida e às partidas de outro super-herói que já não está fisicamente entre nós.
Mesmo, na sua morte, o seu nome e legado fazem-me sorrir.


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21/10/09

RARE BOBBY FISCHER PHOTOS - FOTOS RARAS DE BOBBY FISCHER


Bobby Fischer immersed

"To prepare himself for the physical demands of the world chess championship matches,
Bobby Fischer
builds up lung power underwater at his trainning site."


Fischer takes savage aim with a medicine ball


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18/09/09

ON THIS DAY, ONE YEAR AGO - ALEXANDRA KOSTENIUK WORLD CHESS CHAMPION


Alexandra Kosteniuk, a rainha do xadrez

Alexandra Kosteniuk: "I just made a post on http://www.chessblog.com/ about my 1 year anniversary since I'm women's world chess champion. Still can't believe it." - in Facebook

Antonio Viriato Ferreira:
"I don't want him in my cell (Boris Spassky).
I want a chick. How about that Russian chick, what's her name, Kosteniuk?" - Bobby Fischer
Yes, you are the one ! ^_^ - in Facebook

Alexandra Kosteniuk:
" Yes it's true, I guess he was calculating very far ahead, a true chess champion!" - in Facebook.

CARTA DE BORIS SPASSKY AO PRESIDENTE BUSH (PAI)

Alexandra Kosteniuk's Women's Chess Blog: CHESSBLOG.COM

Alexandra Kosteniuk home page


Alexandra Kosteniuk


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16/02/09

CHESS FOR SCOUNDRELS - CRITICA AO DVD





Os DVDs sobre todos os temas de Xadrez proliferam, nomeadamente os da Chessbase.
No entanto, mais que aprender umas coisas, talvez o maior valor destes DVDs esteja no aspecto lúdico.
Nesta prespectiva, este é claramente um dos melhores!

Nigel Davies, com o seu ar bonacheirão e muito educado, um verdadeiro gentleman inglês, informa-nos sobre os métodos psicológicos mais violentos que um xadrezista pode usar para desestablilizar o adversário.
"O xadrez é como a guerra", diz ele na introdução, "não é como no dia a dia, em que devemos ser simpáticos uns com os outros", e dá os mais variados exemplos, desde uma oferta de um chá ao adversário com segundas intenções, até ao facto de não se poder apertar o pescoço do adversário para o obrigar a abandonar, porque isso iria contra as regras da FIDE...

O nome dos capítulos é revelador - tortura, intimidação, insultos, dissimulação, e por aí a diante... tudo ilustrado com partidas entre GMs, algumas muito famosas, como Karpov-Miles (Skara, 1980) em que o campeão do mundo, após perder a partida, declarou que se tinha sentido insultado pela escolha da abertura do adversário (1. e4 a6?!) e a famosa gargalhada de Fischer em resposta à proposta de empate de Geller, no Interzonal de Pama de Maiorca de 1970, acabando por o obrigar a jogar um final empatado horas a fio, e conseguindo vencer no fim.

Resumindo - hilariante!

Mas fica um aviso para quem tentar aplicar estas técnicas na prática:
Há uns adversários que podem ficar chateados - e depois de uma derrota e uma vez destabilizados psicologicamente - até se podem tornar perigosos!

29/12/08

THE WONDER MATCH - BOBBY FISCHER


BOBBY FISCHER - VIRIATOVITCH CHESS

Aconselho vivamente este artigo da "Time`s Magazine".
Para lêr basta clicar AQUI.
O artigo original está em lingua inglesa.

Em alternativa, proponho a leitura em espanhol, sempre fácil de entender para qualquer leitor lusófono.
Boa leitura !

"Por Michael Paterniti, The New York Times
traduccion para español (castellano)

Antes que él fuera enterrado en secreto en una mañana oscura de invierno en un cementerio islandés solitario a los 64 años (había sólo cuatro personas en la asistencia en el funeral apresuradamente arreglado)

Antes de sus últimos días enfermos de riñones malos y dientes podridos (él se quitó todos sus arreglos, convencido que EEUU y agentes rusos de otro modo enviarían radio señales a su cerebro)

Antes de pasar largas horas en una librería de Reikiavik, un lugar que imprecisamente lo recordó como uno de su juventud de Brooklyn (dentro, él leyó libros de cómics y ajedrez )

Y antes de sus décadas de peregrinaciones fantasmales por el mundo, como un monje profano o un sabio idiota que busca el exilio perfecto (de Pasadena a Hungría a las Filipinas, donde él tuvo según cabe suponer a un niño, y en Japón, donde él se casó según cabe suponer y fue detenido y fue encarcelado por una infracción de pasaporte)...

Antes de sus erupciones extrañas (él aplaudió los acontecimientos de Set/11 como "noticias maravillosas" y creyó, entre otras difamaciones, que los judíos quisieron erradicar el elefante africano porque su tronco era un recordatorio de un pene circuncidado)...

Y antes del espectáculo de encontrar a su antiguo némesis, el ajedrecista anterior de campeón mundial Boris Spassky, para una decepcionante revancha 1992, en Yugoslavia devastada por la guerra a pesar de sanciones de O.N.U. contra ello...

Aún antes de volver atrás a su original 1972 match, llamado el Match del Siglo, cuando los ojos del mundo fueron puestos en él como un símbolo de norteamericano brillante, la innovación y la brillantez (al igual en el que él tomó la máquina soviética de ajedrez y sin ayuda lo aplastó, pero no antes de la llamada fabulosa de Henry Kissinger, instándolo a abandonar sus demandas y juega limpio)...

Aún antes de su deconstrucción casi desagradable de una cabalgata de grandes maestros que lo llevaron delante de Spassky (él ganó 20 partidas de corrido, la serie más larga de victorias en el ajedrez moderno)...

Antes de comerciar los harapos de su juventud para su nueva guardarropa de trajes caros...

Antes que su mente lentamente enloquecida y él llegaron a ser una paradoja caminante (el judío antisemita; el héroe nacional anti-norteamericano, el derrochador-mago de su arte)...

Sí, antes del circo entero de su vida desplegada, él fue un niño de 13 años de edad en los inicios de la cosa más adorada por el en el mundo: el ajedrez.

Así, en un día de octubre en 1956, Bobby Fischer tomó con ansia su asiento en el Marshall Ajedrez Club en la Aldea Occidental.
Sus brazos y piernas larguiruchos, él había sido invitado a competir con los 11 mejores jugadores del país en el Memorial Rosenwald.
De una manera, fue su presentación en sociedad.
Con su según cabe suponer naturalmente alto IQ (181, más alto que Einstein) y memoria capaz (donde él almacenó las posiciones, las anotaciones y el análisis del valor de un siglo de juegos, muchos jugados en su mente mientras estaba en la escuela), se dijo que el niño prodigio aborreció perder y había aprendido a hacerlo así, sin llanto.
Entre el erudito, competidores de caballero en trajes atildados y finas corbatas, él llevó una camisa a rayas, sin cuello, manga corta, corte de pelo corto y ordenado, un chico verdadero entre hombres.
Pareció que concurriera a un partido de baseball callejero.

El adversario en el otro lado del tablero ese día fue un futuro maestro internacional Donald Byrne, que tenía 26 y cuyo agresividad, su estilo de nunca jugar a tablas lo hizo uno de los jugadores más peligrosos del país.
Bobby, jugando de negras, asumió rápidamente la Defensa de Grünfeld, haciendo bailar sobre el centro del tablero a los peones del Byrne, que entonces legaron a ser objetivos de ataque de los flancos.
Byrne, mientras tanto, fue rápido en sacar la Dama, aparentemente ansioso de deshacerse del chico.
Y todavía por el movimiento undécimo, el Bobby no sólo había expuesto la Dama de Byrne en una posición incómoda sino también había enviado a su Caballo a una zona que requirió la Dama de Byrne para perseguirlo.

Bobby tuvo un hábito de inclinarse sobre el tablero y morder sus uñas nerviosamente, que hizo al principio parece que sus movimientos eran improvisados.
Byrne ciertamente tuvo opciones buenas, pero fallando a los principios, dejó su Rey en el centro en lugar de enrocarse, abriendo así posiciblidades al chico.
Bobby cambió su caballo por el caballo de Byrne, socavando elgrupo de peones de Byrne y su control del centro.
Y entonces: qué fue esto?
El niño desveló de repente toda una división motorizada en el ataque.
Como uno de las legiones de bloggers que todavía analizan el juego lo puso,
"el juego para ganar y las tácticas profundas" todo habría contribuido a "el sentimiento que el Blanco [Byrne] debe haber tenido de haberse enfrentado con un monstruo con cien ojos, que había visto todo".

Cuatro movimientos más tarde, en lo que él él mismo vino a considerar como uno de las mejores combinacionesde ajedrez de su carrera, el Bobby ofreció la pieza más fuerte del tablero — su Dama — por un alfil.
La audacia de tal movimiento, viniendo especialmente de un chico de 13 años,
y de los murmullos de los espectadores ese día, pareció señalar el principio de algo muy inesperado al mundo, y de algo terriblemente malo para Byrne.
Incluso si él fuera un niño, regalaría justo a su reina ?

Cuándo Byrne la tomó, esperando que él prevalecería en las complicaciones que resultaran, él selló su propio destino.
Cambiando el poder por la posición, Bobby soltó sus piezas menores en movimientos precisos y ciclónicos — un Caballo, un alfil y luego dos Torres — abriendo lineas y enviando a Byrne a un molino de viento de jaques descubiertos, al salir su Dama virtualmente a un costado del tablero.
Y esto fue la belleza de la mente de Bobby Fischer, aún entonces.
El chico hizo líneas muy limpias y sencillas fuera de problemas muy complejos, y cuando la trampa entró en acción, su estilo de ajedrez llegó a ser tan transparente que usted podría reconocer instantáneamente su brillantez: eficiente, orgánico, desenfrenadamente sensible y creador.

"Bobby deja solo caer las piezas y ellas aterrizan en la casilla correcta," dijo un posterior rival.

"Es difícil de jugar contra la teoría de Einstein," dijo el campeón mundial Mikhail Tal después de su primera derrota ante Fischer.

"Él juega como un niño," dijo Spassky, ofreciendo el cumplido más alto en que él podría pensar.

Y todo se terminó sobre la jugada 41, Byrne fue cazado como una zarigüeya. Más tarde, con la perscepción retrospectiva de discusiones, foros y jugadas de computadora, el sacrificio de Dama parece haber sido el movimiento más fuerte de todos modos.
Pero la computadora probablemente nunca habría puesto a la Dama en tal riesgo en primer lugar.

El movimiento, por supuesto, hizo a Bobby un mito. Una revista del ajedrez llamó a la partida de Byrne-Fischer "el juego del siglo".
Y en aquel momento quizás fue, pero más que nada anunció la llegada de Bobby Fischer, así como su nueva manera de jugar al ajedrez, nuevo era por lo menos, definido por una memorización más rigurosa de juegos completos — de aperturas e incluso de mediojuego — y entonces la síntesis creadora de encontrar las vicisitudes del juego sobre el tablero, teniendo como resultado los finales casi-vicioso que llegaron a ser su firma.

En el tanteador de Bobby ese día, todo resultó muy sencillo, así que predeterminado. Cuando terminó, con su letra de mano practicamente ilegible, garabateó "Mate" — y entonces la guarda en la chaqueta y se fue con su mamá.

En el el año próximo él ganaría campeonato de EEUU, y el año después de eso, llega a ser un gran maestro — un increíble, meteórico ascenso.
Bobby Fischer no se podría haber dado cuenta de cuán lejos su ser de 13 años de edad había llegado en el Marshall Ajedrez Club.
O cuánto había dejado para ir.
Ingenuo e insaciable, esclavo del juego que él tanto adoró, él solamente necesitó comer, así que tuvo que jugar otra vez."


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11/12/08

A INOLVIDÁVEL ENTREVISTA DE BORIS SPASSKI EM DRESDEN


BORIS SPASSKI - VIRIATOVITCH CHESS

Proponho, o visionamento da entrevista que Boris Spasski deu recentemente a Susan Polgar terminados que estavam os jogos da Olimpiada de Dresden.
Spassky, Campeão do Mundo FIDE em 1969 (e que reconhece Bobby Fischer como o melhor xadrezista do Mundo a partir de 1970 !), respondeu a uma longa série de perguntas que lhe foram colocadas, principalmente por administradores de blogues de xadrez, dos Estados Unidos à India.
A entrevista, organizada nos moldes de uma conferência de imprensa, é um verdadeiro legado deste homem, às novas gerações de xadrezistas de todo o Mundo.
Foram abordados vários temas que tentarei enunciar de memória:
- O recente match Anand - Kramnik, onde o indiano revalidou o titulo mundial;
- A psicologia no xadrez;
- Quais os jogadores mais influentes para ele na História do xadrez (Paul Morphy, Mikhail Chigorin, Alexander Alekhine, Mikhail Tal, Bobby Fischer);
- A homenagem que presta ao malogrado Paul Keres, como xadrezista e como homem;
- Os xadrezistas mais importantes na actualidade (Vassily Ivanchuk, Veselin Topalov, Magnus Carlsen);
- Quem ganharia o match de 1975, que não chegou a realizar-se, sendo entregue o titulo mundial a Anatoly Karpov (Spassky, considera que Bobby Fischer tinha vantagem para vencer);
- O xadrez no Mundo (A India como a nova potencia mundial e o suposto declinio do xadrez na Rússia);
- Avaliação do resultado conseguido pela selecção russa em Dresden (que Spassky considera de natural e partilha a opinião de Karpov que aponta a falta de espirito de equipa como a causa principal da classificação obtida);
- A hipotese do regresso de Garry Kasparov à alta competição (Considera não haver nenhuma possibilidade);
- Alguns dados estatisticos curiosos, abordando os seus resultados contra Fischer, Karpov e Kasparov (Karpov, como um crocodilo, engoliu Spassky em quase todas as partidas como se este fosse peixe pequeno !);
- A concentração no xadrez como o factor principal para a obtenção de resultados de excelência;
- O xadrez e os computadores (Spassky é apologista da utilização de um parceiro de estudo, sempre que possivel, ou do trabalho individual próprio e só no fim de realizadas análises e avaliações as mesmas serem revistas com a utilização de software);
- Termina, recordadando Bobby Fischer, falecido em 17 de Janeiro deste ano e que continua a ser um choque traumático para ele (Define Fischer como sendo um homem puro, honesto e ao mesmo tempo vulnerável).


BORIS SPASSKY VS ROBERT FISCHER EM 1972

Termina a entrevista visivelmente comovido e eu como aficionado do xadrez fico à espera da biografia que anunciou estar a preparar sobre a sua vida e partidas de xadrez.

A conferência de imprensa está disponivel em inglês no sitio CHESS VIBES.


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